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QUEM SOU EU? Uma pessoa que acredita em valores especiais. Reconheço que não há vida onde não existe amor e perdão. Tenho 62 anos, consciência de nada saber e no contra-ponto, convicção de que aprendi quase tudo, o que na realidade significa não saber nada. Amante da música, da poesia e da literatura, desde que me toquem a alma e me permitam lágrimas e sorrisos. "O que dá prá rir da prá chorar, questão só de peso e medida, problema de hora e lugar" (Billy Blanco). Senhor dos sonhos, embora escravo da realidade, da qual todos reconhecemos a inexistência. Escuridão que guia a luz, silêncio que ecoa o grito e guerra que produz a paz. Filho rebelde dos meus filhos sensatos e severos. Solitário sempre em boa companhia. Parceiro da lembrança e da saudade do ontem travestido na realidade do amanhã. No palco do hoje, ou na coxia do ontem, represento com o Paulo, a Rosely, a Danielle, o Leonardo e há algum tempo, com a minha neta Fernanda e os netos Gustavo e Matheus. No cenário universal, contraceno mano a mano, com a família como um todo, e com a loucura da humanidade.
Escrito por Fernando Assis às 21h37
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O outro lado do Muro
Fernando Assis
Tenhamos certeza que a vida não é só o que se registra quando se passa por ela. É muito mais!
São os resultados das nossas lutas, contando aí, as vitórias e as derrotas. Só não vale a fuga, a covardia.
Não podemos crer que as sombras foram feitas para esconder-nos do medo.
Precisamos estar convictos que elas valem muito mais para nos proteger e refrescar do sol.
Sejam quantas forem as tempestades, as perdas, algumas insubstituíveis. Não podemos contar as rimas, nem cantar os versos, somente pelas seus motes e desejos.
Faz-se prudente que meditemos em nossos minutos vadios, se em cada rua da alma e do coração o trânsito ruma em direção única, ou se os caminhos são incontáveis e diversificados.
Chegar enfim!
O outro lado da viagem, quando somos levados a entender a aparência do muro, que com o passar dos anos se levantou, já não tem contorno, cor ou definição.
Resta tão somente uma missão cumprida e, como dissemos antes, não importa se foi bem ou mal feita. O que conta é que acabou e então é só esperar o outro lado aparecer.
Recomeçar em busca de corrigir os erros e reafirmar os acertos.
Amar! Amar incondicionalmente! Ser solidário, rever sempre os valores. E bem lentamente ir juntando as migalhas que sobram do pão da vida que o Senhor pôs sobre a nossa mesa. Buscar entendê-las e dentro do possível, juntando-as fortemente, fabricar o novo alimento que nos abasteça e sacie a alma.
Brasília, DF, 28/10/17
Escrito por Fernando Assis às 22h04
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Oração e expectativa
Fernando Assis
Há sempre uma expectativa...
Afinal a vida é mesmo assim!
Feita de atos, muitos deles falhos,
fatos, silêncio, muitos gritos.
Ausência compulsiva, impulsiva,
ou tão somente esquecimento?
Mas sempre com muita expectativa!
É preciso humildade, perdão,
muita vontade e superação.
Onde está quem procuramos?
E nós onde estamos?
Do outro lado, onde ainda não cheguei
há sempre o recordar, o não sei.
Vale a pena rezar pelo mundo
nem tanto ou tão profundo!
Orar para cada qual,
Mas de igual para igual.
Muito ou pouco
Coisa de louco...
Brasília, DF, 09 de Agosto de 2007
Escrito por Fernando Assis às 22h02
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Contraponto
Fernando Assis
Libere o relógio, permita que o telefone chame e atenda-o. Ouça o latido do cão e afague-o.
Deixe a melodia do piano penetrar na alma e o surdo marcar o compasso de um novo tempo. Que os aviões voem em círculos e anunciem: ele renasceu. Ponham laços coloridos nos pescoços brancos das pombas de rua e que guardas de trânsito usem finas luvas de cetim.
Ele "é" meu Norte, meu Sul, meu Leste e Oeste, meus dias úteis, meus finais-de-semana, meu meio-dia, meia-noite, minha fala e meu canto, afinal somos e seremos eternamente, onde quer que estejamos.
As estrelas são fundamentais, cada vez mais acesas e claras, com a sua chegada ao céu onde brilham.
Libere a lua, linda, todas as noites e reforce o calor do sol em nossas vidas. Proteja o mar e conserve as florestas, pois nada mais poderá deixar de ser bom como antes, enquanto a lembrança prevalecer em nossos corações, o que sempre será.
(Contraponto de Funeral Blues – Poema do poeta ingles W. H. Auden - tradução livre)
Brasília, DF, 12 de Agosto de 2007
"Pare os relógios, cale o telefone. Evite o latido do cão com um osso. Emudeça o piano e que o tambor surdo anuncie a vinda do caixão, seguido pelo cortejo. Que os aviões voem em círculos, gemendo e que escrevam no céu o anúncio: ele morreu. Ponham laços pretos nos pescoços brancos das pombas de rua e que guardas de trânsito usem finas luvas de breu. Ele era meu Norte, meu Sul, meu Leste e Oeste Meus dias úteis, meus finais-de-semana, meu meio-dia, meia-noite, minha fala e meu canto. As estrelas não são mais necessárias; apague-as uma por uma. Guarde a lua, desmonte o sol. Despeje o mar e livre-se da floresta pois nada mais poderá ser bom como antes era. (Funeral Blues - by W. H. Auden – 1907-73 – tradução livre)"
Escrito por Fernando Assis às 22h00
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Família, sociedade e corrupção(Texto sem crédito explícito)
Henri Lacordaire, o ilustre vigário da catedral de Notre-Dame em Paris, disse:
"A sociedade não é mais do que o desenvolvimento da família":
Se o homem sai da família corrupto, corrupto estará para a sociedade."
É o lar que forma ou deforma o profissional de todas as áreas.
É a família que traça o caminho que seus membros devem percorrer.
É por essa razão que o cultivo das virtudes dentro dos lares é essencial para melhorar essa célula básica da sociedade chamada família
É assim que a construção de um mundo melhor depende das lições que estão sendo passadas hoje no seio das famílias.
Eis o grande desafio para quem deseja construir uma família pacificada, uma cidade justa, uma nação de bem, um planeta melhor. Pense nisso, mas pense agora!
Escrito por Fernando Assis às 22h37
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Senhor tende piedade de nós
O que se vê é o que se fala? A sensação é mesmo de pura e permanente fantasia.
É sempre como um novo filme, ou novela.
Certeza absoluta, só pode ser ficção.
Não há como imaginar real a cena de um carro em louca disparada, com um garoto de seis anos pendurado do lado de fora, sendo triturado pela roda traseira, assim como pelas pancadas no asfalto e na lataria do veículo.
Com certeza é tão ficção como a ação inexplicável de um marido que mata a esposa, com mais de dezenove facadas, diante do olhar incrédulo da filha de seis anos que sussurra para um jornalista desavisado: - "Papai espetou a faca na mamãe".
Classificar como disparate a atitude animal de policiais dementes e desequilibrados chutando e socando cidadãos, moradores de uma favela, pelo simples fato de estarem caminhando pelas ruas e becos do sofrido mundo onde residem. Tudo em busca da identificação dos transeuntes, que poderiam supostamente ser bandidos... Poderiam!
É a filha, que num dado momento da sua história, se mancomunando com elementos de alta periculosidade, drogados, bandidos insanos, traça um plano e sem nenhum temor ou piedade promove o assassinato dos pais.
Quanto aos demoníacos e tresloucados traficantes, inspirados em infames desejos de poder e dinheiro, protagonizam suas guerras entre facções, incendeiam ônibus e permitem a carbonização de pessoas, as quais torradas vivas deixam no cenário a imagem definitiva da indecência do crime e de suas podres organizações.
Passamos o dia a dia ao largo da conivência de um sem número de autoridades, sejam simples policiais, parlamentares, poderosos do executivo, juizes, e etc.etc.etc. Um time enorme de especialistas em falcatruas, corrupção ativa e passiva, conluios os mais degradantes possíveis. Patrocínio de alguns, evidentemente não de todos, há que se resguardar os bons de berço. Nem todas as frutas são, ou estão podres no pomar.
Tem sido permanente na boca do cidadão comum, do contribuinte trabalhador seja classe alta, média ou pobre a expressão "Já vi este filme".
Diuturnamente está na tela da nossa consciência a fotografia ensombrecida da criminalidade plena e absoluta, que paira em todos os cantos e recantos das nossas comunidades. Sua força, no que diz respeito à realidade, só faz tomar formato e importância quando da descoberta de que qualquer um de nós está sujeito, independentemente de quem seja, ou de quantos anos tenha.
Causa-nos sim ânsia de vômito, nojo, sentimentos os menos nobres, cada vez que convivemos com tamanha insensatez e brutalidade.
Não cabe neste texto dar ênfase ao desejo de punição, ou falar mais da postura dos três poderes. Mesmo porque, poucas são as vezes que punir é fato, quanto à presença efetiva das autoridades ocorre muito pouco, menos ainda quando o assunto é do interesse comum.
A educação, única forma de minimizar e com o tempo erradicar o mal, fica no plano das idéias e da demagogia. A terra caminha sem lei, pior sem aplicação da lei, sem rumo, basta consideramos que cada atual contraventor é, via de regra, um criminoso premiado por benesses e indultos que lhe permite, sem nenhum estudo prévio, ou auditagem competente, o retorno à sociedade em liberdades condicionais e especiais.
Os homens e as mulheres de bem perderam o trem da vida, aquele que permite a viagem com o sossego, a paz e o amor incondicional.
Restam pelas ruas, além de amedrontadas pessoas, uma infinidade de pústulas, marginais assassinos, sem nenhuma ressonância de sentimento ou piedade, assim como também carros arrastando crianças para a morte.
Que Deus nos ajude e que a nossa indignação não nos transforme em prisioneiros do ódio e da vingança.
Brasília, DF 08 de Fevereiro de 2007
Escrito por Fernando Assis às 21h20
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Erros e acertos - 2006
Foram muitos encontros e desencontros!
Quando buscamos resultados e conclusões, descobrimos finais felizes e outros nem tanto.
É com esta certeza, meio desprovida de quaisquer convicções, que encerramos o ano de 2006.
Mais uma vez, as reflexões se fazem na inspiração de Billy Blanco e no canto de Elis Regina e Jair Rodrigues:
"O que dá pra rir dá pra chorar,
questão só de peso e medida,
problema de hora e lugar,
mas tudo são coisas da vida...
O que dá pra rir dá pra chorar".
Assim, em todos os anos, desde que começamos a entender a linguagem da alma e do coração, se é possível entendê-la, está explícita a chegada e a partida.
São os filhos nascendo, oferecendo-nos energia, força, medo, dor, insegurança, sonhos, felicidades, netos, e ainda no final, quase nunca sabemos, como eu não sei, "o que será que será". Os pais recebem-nos pelo parto, estranhamente visto como chegada, e em alguns casos, levamo-los à sepultura, definindo a sua partida.
No tempo de aqui estarmos, uma sucessão de fatos traça novos horizontes, alguns indecifráveis. O mais profundo e inalcançável deles, muitas vezes a partir do nada, produz a força e o poder sensitivo de amar. Não um amor qualquer, nascido da visão simplista de linhas que contornam e apresentam-nos o físico, o palpável, a sensação do belo imposta pelos cinco sentidos plenos e absolutos.
Não... Não é desta raiz que nascem as nossas convicções, imaginamos muito mais! Cremos nos limites do infinito, na razão do encontro da vontade divina com os nossos desejos, na pureza da alma que nos foi doada em troca da solidariedade, da unção e das bênçãos vibradas, que devemos oferecer aos nossos semelhantes.
Neste cenário, de visão firme e segura, é onde se faz mister alongar nossa existência, até que possamos mergulhar na luz anunciadora do renascimento, da esperança, da fé, da paz, do amor supremo e da consciência posta em nosso cotidiano, sempre através do longo curto tempo em que a vida se faz repleta de muitos erros e acertos.
Brasília-DF, 29 Dez. 2006
Escrito por Fernando Assis às 12h49
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Forças de Natal
Fernando Assis
São tantos Natais, tantas as vezes em que o ano se refaz, e ainda assim mudamos tão pouco os nossos conceitos, esquecendo-nos quase todas as doutrinas que recebemos do Criador.
Os momentos, tais como este, em que nos propomos a abrir nossos espaços e receber todos e quaisquer irmãos sem preconceitos, regras ou requisitos, são mínimos e restritos, se comparados ao universo em que vivemos e ao todo que possuímos.
Isto sem falarmos na história e nos passos de Jesus. Aquele que segundo os relatos e os evangelhos, se fez presente em nosso mundo, em vigília permanente pela paz, amor, Justiça e compreensão a todos.
Não pode ter sido em vão o brilho da estrela Guia, o encontro dos Reis Magos, as lágrimas e a dor de Maria, o sangue derramado do homem pregado à cruz. Certamente todos estes acontecimentos tiveram o seu significado à época e ainda os têm em nossos dias. Não há como compreender, por mais que imaginemos, o faz de contas em que muitos de nós mergulhamos as nossas vidas.
Se fecharmos os olhos, abrirmos a alma e o coração, refletirmos com profundidade sobre nós mesmos, acabaremos descobrindo que este Feliz Natal e Novo Tempo tão desejado, está aí, espelhado no ano que termina, no âmago de cada sentido, no sorriso das nossas lindas, queridas e amadas crianças, prêmio maior concedido pela obra divina do Mestre.
Apesar de saber-me longe e distante do conhecimento pleno, ouso afirmar que só nos cabe agradecer, independentemente de quaisquer angústias ou sombras interpostas à nossa querência de luz.
Com certeza absoluta vivemos em nosso cotidiano, muito mais alegria e felicidade, do que dor e tristeza, apesar de todos os pesares.
Os entes amados, que pela vontade do Senhor, seguiram para outras dimensões, haverão de estar emanando sua energia e força para o nosso bem, assim como estamos transferindo para o seu espaço nossas preces e saudades.
Aqueles que por razões diversas não puderam estar junto conosco, comemorando esta data, com certeza, têm os seus pensamentos unidos às nossas intenções de muito querer bem e incondicional amor.
Que as nossas vozes e mãos unidas transmitam, com pureza e verdade, o desejo puro de um Feliz Natal de luzes, música e muita solidariedade, sempre através da sinfonia contida nas mensagens que embalam a nossa fé, capaz de permitir-nos um caminho de flores, perfumes, carinho e fraternidade.
Que Deus nos abençoe a todos!
Brasília, DF, 21.12.2006
Escrito por Fernando Assis às 14h55
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Não Quero (Mário Quintana)
Não Quero
Mário Quintana
Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando. Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível... Só quero que meu sentimento seja valorizado. Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho... Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obtenha êxito e seja plenamente feliz. Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim". Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena!!!
Tomara eu, ter a expectativa de encontrar julgamentos à meu respeito, que caibam dentro desta verdadeira sinfonia literária de Mário Quintana!
Tomara o meu modo e forma de ser, louco ou não, caiba em rimas e notas musicais capazes de traduzir amor e saudade no encontro de letra e música!
Quem dera, ao ler esta obra de Quintana, eu assimile toda a emoção e o prenúncio das oportunidades de alcançar o patamar da "humildade e da paz" enxergando o mundo "acima do ódio e do rancor", como diz o poeta!
Quem dera possa por este tempo de existir, fazer do meu sorriso a bandeira da paz, redesenhando o espectro da fé em um lar, em uma rua, em uma cidade, em um estado, em um país e num mundo melhor dentro de cada ser humano, onde de fato se hospeda o universo como um todo!
Quem dera ainda e finalmente, num ato de dublagem das emoções, eu possa também sentir que a vida vale a pena, e que se ainda não dei tudo, procurarei dar o máximo de mim sem restrições às inspirações que me remetam ao desejo de ter "alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando"!
Escrito por Fernando Assis às 12h37
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Midia e democracia
O patamar onde se situa a mídia no Brasil nos permite afirmar o quanto a imprensa, através dos meios de comunicação, pesa, define e influi nos destinos do país. Às vezes de forma positiva, às vezes de forma negativa. Não há como negar o papel decisivo da comunicação em todos os momentos da nação, inclusive e principalmente os históricos, O trabalho investigativo, de pesquisa e de opinião jornalística, permite aos cidadãos um acesso diferenciado a um universo informativo, quase sempre, intangível para o brasileiro comum. A noticia, via canais informativos, amplifica a dimensão dos fatos, influencia nas suas definições pressionando políticos, empresários executivos, etc., mobilizando, quando necessário a população, contribuindo para que se chegue a soluções de problemas, muitas vezes cruciais. Por outro lado, se conduzida ou utilizada sem parâmetros éticos e democráticos, "salve-se quem puder". Ao contrário de classificações e de rótulos é preciso sim, que a mídia seja o suporte da democracia e que se faça fixada na plenitude da ética e do respeito pelo cidadão.
Escrito por Fernando Assis às 00h22
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Diferenças e semelhanças
"Quando o amor vos fizer sinal, segui-o ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados. E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir". (Gibran Kahlil Gibran)
O Prazer de publicar textos e fragmentos, inclusive os de grandes autores, sempre me leva à certeza de que o encontro das letras tem o mesmo poder do encontro da notas musicais.
Diferem na forma de absorção, mas se identificam no segredo das fantasias e carências, que pontuam a existência de cada um que ama, é feliz, sofre, ou renuncia os sentimentos, mas precisa superar seus encontros e desencontros.
Imaginar o ritmo e mergulhar na melodia, seja da sinfonia ou do poema, é existir, encontrar e miscigenar o real e o sonho, é transcender (sic).
Não haverá compositor, se não houver poeta e vice e versa. Alma e coração compõem um único tecido e uma só luz na sombra, na verdade um grito explícito no silêncio dos poemas e das melodias compostas para ouvidos moucos.
Escrito por Fernando Assis às 22h52
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Felicidade é aqui e agora.....
Se a respiração fica difícil, muda o compasso do coração e os pensamentos voam, é o horizonte fugindo rumo ao intangível, ao inalcançável. As mãos se estendem em busca do que os olhos vêem, e o coração não alcança.
No fundo da alma, a força da sinfonia regida pelo Criador, oferece-nos a esperança e os sonhos. São notas e arranjos musicais remetendo-nos à magia da crença, da fé...
Ai dos que não sabem, não vêem a luz do caminho e da própria força!
Mais ainda... coitados dos que não têm diante de si a transparência da grandeza infinita, oferecida no amor que os amigos lhe dedicam.
O brilho da estrela de cada um, está na luz do que cremos e aceitamos como nosso Deus e fonte de energia.
Mãos dadas, mãos postas, mãos nas mãos!
Mãos a obra, a vida é aqui, é já!
Ontem, não há... houve!
Amanhã, não há... haverá!
Só hoje, é fato, é real, existe!
Há por aí um mundo mostrando caminhos, privando dores e regalando alegrias! É o dia de ser feliz... Aqui e agora... Sempre!
Escrito por Fernando Assis às 16h00
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Só de sacanagem
Pela importância do tema, sua relação com a ética e a necessidade de enxergar alguma esperança para o amanhã, publico o texto abaixo, escrito por Elisa Lucinda, e que faz parte do Show de Ana Carolina e Seu Jorge, evento que vem garantindo absoluto sucesso de crítica e público, por onde se apresenta.
Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo duramente para educar os meninos mais pobres que eu, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha"," Esse apontador não é seu, minha filhinha".
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até hábeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar. Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba" e eu vou dizer: Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez.
Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? IMORTAL! Sei que não dá para mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dá para mudar o final!
Escrito por Fernando Assis às 10h09
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Desafios do Profissional para este novo milênio
Estamos já, dentro e inseridos, no milênio em questão. Pela velocidade como ocorrem as mudanças, sejam na tecnologia, no universo do conhecimento, ou nas ações do cotidiano, às vezes não conseguimos situar os maiores desafios a serem enfrentados neste novo tempo. Vale registrar o encontro permanente com a mídia, suas manchetes e noticias, quase sempre trazendo à baila interesses corporativistas, dos mais diversos segmentos, uma boa parte deles oriundos de lobbies exercidos em bastidores de interesses escusos e mal intencionados. Oferecendo ao final um conceito claro das pretensões de uma sociedade, sem clareza de valores, como esta em que vivemos. Há que se perguntar, e se a pergunta perpassa para o real, demonstra a pouca visibilidade encontrada nestes tais valores: "onde quer chegar o redator deste texto?" Afinal o tema cobra conhecimentos sobre situações e desafios postos a um profissional para os mil anos em que estamos vivendo. Daí a colocar em balanço os padrões e destinos da sociedade com suas mazelas, vai longa distância. Será mesmo? A convivência e conseqüente institucionalização do agir espertamente, o buscar lucro a qualquer preço e por meios quaisquer, a imoralidade com que se assume atitudes impróprias, ilegais, inerentes à posturas insanas, através das quais fica patente a definitiva derrocada da cidadania, produzindo assim a receita venenosa que leva aquela sociedade, anteriormente dita, aos caminhos tortuosos do corporativismo, além do geral, do comum, do de todos. Desafio exposto! Vencer e mudar os paradigmas que remetem profissionais deste novo milênio a um encontro com as carências e vazios do ser humano, valoriza-os. Estarão capacitando os seus potencias natos, a sua verve sincera, a nascença e validação do caráter reto, da moral posta e acima de tudo do respeito e da generosidade. Certamente estes são ingredientes indispensáveis, capazes de trazer à consciência dos executivos, em exercício, luz suficiente, que venham iluminar as rotas que exigem uma nova ordem. A ordem do respeito absoluto à ética! Esta, na minha visão, é a palavra que se utilizada em seu teor conciso, fechará as portas das muitas cavernas de "Ali Baba's" (sic) e de seus "Quarentas" (sic) ladrões que hoje, não só lapidam o erário público, como criam "dutos" capazes de exaurir da iniciativa privada, os seus justos lucros, como as possibilidades mínimas de traçar em seus planejamentos estratégicos propostas corretas e voltadas para resultados competentes. Outros desafios existem, é óbvio e são muito importantes, porém vencê-los é uma questão do uso de técnicas e treinamentos possíveis de serem encontrados em escolas de alto gabarito. Há mestres, doutores e "Phd's" disponíveis, em larga escala, no magistério brasileiro. É um ponto de gestão temática, ou mesmo pedagógica, precisamos tão somente sistematizar a forma de agir, ou porque não dizer, usufruir a amplitude do staff acadêmico e preparado, vivente nos infinitos "campus de estudos" instalados em quase todo o país. A ética, todavia, precisa de sensibilidade, exemplo, história de vida, conhecimentos muito mais preciosos que a expertise em toda a sua excelência. Considerando a inteligibilidade do raciocínio aqui utilizado, permanece incólume a esperança de que ainda restam meios e formas racionais, diante do que, os obstáculos interpostos aos gestores deste chamado novo milênio, serão superados, oferecendo em seu lugar outros horizontes, permitindo, a nós profissionais, escola empresarial de comércio ou serviço, possível de ser absorvida e compreendida por todos, sem preconceitos, com vínculos e amálgama tradutores do preceito divisor de águas e sentimentos, onde primeiro é preciso ser, para depois ter. Assim, estando vitoriosa esta tese , os desafios insuperaveis sucumbirão!
Escrito por Fernando Assis às 22h48
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Vou-me embora
Vou-me embora.
Pra onde não sei,
Só sei que devo ir-me embora.
Preciso sair de dentro de mim.
Cruzar o rio, o mar, a montanha.
O que eu preciso mesmo, é falar com Deus.
Quem sabe me permita caminhar,
como caminhar eu tanto preciso,
assim como fazem os poetas
Vou me indo, um pouco mais rápido,
um pouco muito mais lento.
O lá longe, não chega nunca.
O logo ali me atropela, quando menos espero.
Junto as mãos em forma de prece.
Transpiro!
Mais uma vez procuro falar com Ele.
Então, surgem as pontes!
Atravessá-las eu tenho conseguido,
mas elas se multiplicam.
Ando cansado de tanto vencê-las.
O que não posso é parar
Quantas surjam, quantas terei de atravessar.
Preciso ir embora,
mesmo ficando nete lugar.
A alma é quem pede
Os olhos enxergam o outro lado
Os ouvidos escutam o chamado
Os pés sangram no coração, de tanto andar.
Vou-me embora, suavemente vou me indo,
Sem traumas... Vou-me embora,
sabe-se lá pra que sonho...
Mas vou-me embora! Talvez me encontre com Deus.
Escrito por Fernando Assis às 13h25
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